Elle Theory

 

Discovery the Elle Theory

quinta-feira, novembro 23, 2006

Um almoço com Antonnio Beninni

Aisha havia deixado um envelope na recepção do hotel, no qual continha cinco convites para a reunião de logo mais a noite.

Catherine, Anna e Natasha, saboreavam um delicioso café da manhã no mezanino, quando o garçom chegou a mesa e entregou o envelope. Catherine pegou, abrindo o mesmo. Guardou os dois convites nomeados para Bárbara e Elizabeth e entregou os demais para suas amigas.
- Reunião Sagrada! - exclamou Catherine lendo o conteúdo do convite
- Ela não havia comentado sobre o teor desta reunião.
- Porque será que elas nos convidou para uma Reunião Sagrada? - perguntou Natasha curiosa

Ainda conversando sobre a reunião, elas sentiram ao mesmo tempo, uma sensação de plenitude. Desde que começaram a ser instruídas pelo Mestre Nassum, elas sabiam que esse tipo de sintonia coletiva, servia como um aviso para algo que dependeria da união e sabedoria de todas. Este tipo de intuição era algo que o mestre considerava um dom e que denominava: sexto sentido sagrado. Desde que ficou conhecendo as M@donnas Negras ele confirmou suas teorias a respeito do poder feminino.

O mestre era um admirador da alma feminina. Ele afirmava que a intuição feminina era muito mais sensitiva que a masculina. Só pelo fato de gerar uma criança, ela já se diferenciava em termos evolutivos, sensoriais e premonitórios. A aptidão da mulher em sentir é muito mais aguçada do que nos homens, pois ela sente de forma plena. Em suas palestras pelo mundo ele preconizava que toda mulher tinha a Sagrada Sabedoria, mas esta só estaria inerente a percepção se fosse canalizada de maneira intuitiva para o bem.

Nassum Dharma, desde que passou a conhecer mais profundamente as M@donnas Negras, pode revalidar a existência da Sagrada Sabedoria em sincronia com acontecimentos paralelos e de vidas passadas de cada uma delas.

A conversa entre Catherine, Anna e Natasha foi tão proveitosa a respeito do que poderia ser essa reunião sagrada que elas esqueceram de se encontrar com Bárbara e Elizabeth no saguão para irem almoçar com Antonnio Benini.

Saíram as pressas e tomaram o elevador indo para o hall de entrada do hotel. Antonnio Benini já estava esperando por elas.
- Desculpe nosso atraso. - antecipou Catherine chegando até Antonnio
- Imagine. Não tenho pressa e também cheguei tem alguns minutos. Tive que dar uma entrevista de última hora. - respondeu Antonnio
- Bárbara ainda não chegou? - perguntou Natasha
- Ainda não, mas pedi para o recepcionista avisá-la
- Deu para dormir bem, depois de tudo que aconteceu no Pallazzio? - perguntou Anna
- Não sou muito de dormir, mas até que deu para descansar algumas horas. E vocês como passaram?
- Passamos bem, mas Bárbara é quem esta mais abalada. – respondeu Anna
- Imagino que sim! Ela parece gostar muito de Federico. – retrucou Antonnio

Enquanto conversavam Bárbara surgiu no saguão acompanhada de Elizabeth e Angella. Foi a conta de Antonnio perceber sua presença para que desviasse sua atenção para ela. Parecia que a vida havia lhe preparado para esse encontro. Conhecer Bárbara foi como ter consciência do significado de sua existência.

Antonnio não gostava muito do que se falavam sobre amor a primeira vista mas sim em reconquista de um amor passado. Por acreditar em reencarnação, Antonnio se baseava no reencontro de almas afins. Ele considerava Bárbara uma alma afim, na qual ele tivera um sentimento forte em suas vidas passadas. Um sentimento tão forte como o que ele sentia por Bárbara não tinha como ser instantâneo e somente gerado nesta vida. Os sentimentos são um conjunto de emoções causadas por momentos vividos intensamente, e quando reencontramos com as pessoas das quais passamos esses momentos intensos, vem a tona todas as sensações vividas.

Despojadamente vestida com uma calça jeans, uma camisa branca e uma echarpe em tons de azul marinho, vermelho e branco, Bárbara tinha algo que a destoava das outras mulheres. Uma força parecia emanar de seu interior o que lhe dava uma aparência virginal porém muito sedutora. Era isso que mais encantava Antonnio.
- Me desculpem o atraso, mas tive que resolver umas pendências na empresa. - disse ela cumprimentando Antonnio
- Algum problema? - perguntou Anna preocupada
- Não. Apenas rotinas que necessitam de minha aprovação.

Essa resposta de Bárbara era uma espécie de código para avisar suas amigas, M@donnas Negras de que tinha informações importantes para serem lidas no e-mail. Todas menos Angella que não fazia parte da sociedade entenderam a "codificação" passada por Bárbara.

- Então, podemos ir? - perguntou Antonnio
- Claro! - respondeu Bárbara

Saíram do hotel e foram caminhando pelas ruelas de Veneza até a trattoria Poste de Vecie, no Rialto. Era o restaurante preferido de Antonnio o que ele não sabia é que era também o preferido de Bárbara. Uma ponte de madeira fazia ligação sobre o canal até a entrada da trattoria, eles passaram por sobre a ponte e entraram no restaurante. Antonnio havia feito uma reserva de mesa nos jardins, pois o dia estava bonito e para ele nada era mais prazeroso do que saborear uma belíssima refeição ao ar livre.

O jardim interno do Poste de Veice, era muito glamuroso, nada de muito grande porém muito aconchegante. O maitre os conduziu a mesa e esperou para que escolhessem o que iriam beber, quando um senhor chegou a mesa e perguntou:

- Qual de vocês é Angella?
- Sou eu. Porque?
- Esta encomenda é para senhora.

Angella assustada, agradeceu o senhor e foi logo abrindo o belíssimo embrulho. Todos na mesa estavam curiosos em saber o que havia dentro do pacote. Ela retirou a fita e o papel, abriu uma caixa de veludo azul e retirou de dentro um conjunto de jóias. Um colar e um par de brincos de pérolas negras.

Deslumbrada pelo precioso presente, Angella retirou da caixa um envelope no qual dizia o seguinte:

“Você não poderia estar de fora, sua essência completa a união sagrada. O elo se completou e com ele se inicia um novo clico de Fé.

Assinado: Maestro De La Creazione”